sábado, 10 de novembro de 2012

Por quê?

Nesses últimos meses, estive pensando em o quanto a vida é engraçada, ou não. Existem milhares de frases clichês que dizem que tudo tem seu tempo, que nada é por acaso, que Deus sabe o que faz, enfim, palavras para nos confortar quando as coisas não acontecem como o esperado. Que Deus sabe o que faz, isso eu não tenho dúvidas. Mas eu acho engraçado que ás vezes a gente quer tanto uma coisa, e ela acaba não acontecendo, nos fazendo ver que com o passar do tempo, aquilo não era tão importante como nós imaginávamos. Que podemos sim nos conformar e ficar sem ela. Mas vem a vida novamente e nos dá alguma coisa melhor, que compense aquilo que perdemos, ou esquecemos, melhor por assim dizer.


Queria entender essas ironias, mas não acredito que temos capacidade para tanto. Queria entender porque hoje, aquilo que eu tanto quero, não é tão importante o quanto eu imagino, e que daqui uns tempos, eu vou entender o porque. Se eu compreendesse as coisas na hora em que elas não acontecem, seria mais fácil de se conformar, não? Talvez, mas e as lições que vem com essa espera, a certeza de que aquilo não aconteceu, porque logo acontecerá uma coisa melhor. Talvez eu esteja enrolando o assunto e você não esteja entendendo nada. Vou dar um exemplo para ficar mais fácil e você entender minha filosofia.


Uns tempos atrás, meu marido quis muito comprar uma televisão nova. Na primeira tentativa, as ofertas estavam esgotadas e acabamos não conseguindo comprá-la. Ficamos tristes pensando o porque todos conseguiram comprar, menos nós. Novamente uma oferta praticamente igual ao que havíamos perdido, apareceu, e lá fomos nós tentar de novo. Dessa vez, ouve uma confusão nos cartões de crédito e acabaram cancelando o cartão errado, justo o que estava designado a pagar a televisão. Perdemos a segunda oferta. Ficamos nos achando as criaturas mais azaradas da face da terra, nos perguntando milhões de porques. Esquecemos o assunto e em um belo dia, eis que abrimos o site, e lá estava, uma televisão muito melhor do que queríamos, por um preço menor que as outras. Compramos ela sem pestanejar, e dessa vez, deu certo. 


Entenderam agora por que existem coisas que não são para acontecer em um tal momento, mas logo virá uma oportunidade melhor. Ironias que eu queria entender, mas na real acho que nem devemos. A única coisa que sei é que existe alguém superior a nós e sabe o momento certo de nos dar as coisas. Mas confesso que as vezes fico triste por não conseguir as coisas no tempo em que eu gostaria, mas tenho certeza que aquelas frases clichês, que mencionei no início do post, farão sentido assim que elas tiverem que fazer, no seu tempo.

Com essas coisas acontecendo a todo momento na minha vida, cheguei a conclusão que não preciso entender nada, apenas ter paciência e fé, que no momento certo, as coisas acontecerão, e que se não for hoje, é porque existe um motivo forte para elas não se realizarem. Mas como não sou eu quem decide isso, o que tenho que fazer é esperar o tempo certo das coisas acontecerem, para que eu aprenda a valorizar esses presentes e esses momentos.

; )

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Chuva de Granizo

Domingo á noite, todos se preparando para começar uma nova semana de desafios e trabalhos, menos eu e o meu marido, pois nossas férias começariam na segunda. Até então tudo certo. De repente o céu resolveu mudar de cor e o dia virou noite. Nuvens grossas e carregadas tomaram o lugar de um céu até então azul e tranquilo. E então apareceu o vento, para anunciar mais uma chuva de verão. Mas não era uma chuva qualquer. Parecia a tempestade do século. Eu e meu marido nos preparamos para a chuva, trancando janelas, reforçando embaixo das portas com lonas para evitar que a água entrasse, desligando os aparelhos das tomadas. E então o barulho começou. Pedras de gelo, vento e chuva nos castigavam vindo de todos os lados. Mas as pedras que batiam nas paredes, janelas e portas não eram pedrinhas quaisquer. Eram gigantes, coisa que nunca vi na minha vida.

"Pedrinhas" de gelo!
Eu e meu marido começamos a nos preocupar porque nossa casa não tem garagem, e não tinha como sair de casa para colocar qualquer coisa para proteger nosso carro. Resumindo: agora temos um carro vermelho com bolinhas da mesma cor. Esqueçendo então do carro que era apredrejado lá fora, começou a escorrer água por baixo das portas, janelas e pingar pelo lustre da sala. Desespero total. Meu marido correndo com a televisão na mão, eu levantando tudo o que havia no chão para a água não molhar. Mas não tive escolha. Peguei um edredon, encostei na porta da frente e fiquei segurando-o contra os vidrinhos que fazem parte do design da porta para não quebrar. A cada pedrada, a porta tremia de cima em baixo. Eu tinha certeza que os vidrinhos já eram. Enquanto fazia um revezamento entre segurar o edredon contra a porta, e começar a enxugar o chão com uma toalha de banho, meu marido segurava uma lanterna, pois não tínhamos luz, e procurava velas para ascender.

Chuva, pedra e vento!
Nossa casinha sem o telhado e nossa quase horta, destruida!
Foram minutos intermináveis de pânico. Após a chuva dar finalmente uma trégua, fui procurar meus gatos, que estavam escondidos dentro de uma mala, bem quietinhos e arregalados. Não sairam de lá até a tempestade ir embora. E após quase meia hora de chuva, vento e pedras, ela finalmente tomou outro rumo e nos deixou em paz. Hora de calcular os prejuízos. Na real, nossos prejuízos foram o carro que ficou cheio de buraquinhos, o telhado da nossa casinha de bugigangas que voou no vizinho e espatifou-se, e a sujeira para limpar novamente, pois já havíamos limpado tudo ao redor da casa, no domingo a tarde. Nossa casa tinha folhas e sujeira grudado até no teto, dentro de casa, por todos os lados. Do lado de fora, havia uma camada de pedras de gelo, que insistiam em nos assombrar, mesmo quase uma hora depois do ocorrido.

Nossa casa azul, com pintinhas verdes...
Quase uma hora após a chuva, o gelo continuava firme e forte!
As pessoas começaram a sair de suas casas e a limpar o estrago feito pela fúria da natureza. E assim passamos nosso primeiro dia de férias, limpando e arrumando o que a chuva de verão estragou. Foram horas e faxina, quilos de lixo acumulado, e dores pelo corpo de tanto trabalhar. Eu diria que foi um início de férias bem diferente do que foi planejado, mas pelo menos, ninguém se machucou e não perdemos nada. Isso compensa todo o terror que passamos naqueles minutos de tensão.

O pior já passou...e a vida continua!

Até mais!

sábado, 3 de novembro de 2012

Início de Novembro

Sábado de manhã, início de novembro e das nossas férias. Nem saberia explicar a paz que me domina, nesse instante. Novembro sempre foi um mês de muita sorte, para eu e meu marido, sempre acontecem coisas boas. Ontem abrimos uma garrafa de vinho para comemorar o início de mais um novembro, que já começa com nossas férias. Melhor que isso não precisa. Já é tempo de começar a acumular os presentes de Natal para serem entregues mês que vem, de fazer planos para o fim de ano. O ano passou voando, né?


Neste mês, comemoramos uma data muito especial, nossos três anos de casados. Eu espero que venham muitos mais anos assim, e que sejam iguais aos três primeiros. Se depender de nós dois, tá tranquilo. Nossas férias começam na segunda, ainda não temos nada decidido, vamos deixar para decidir o que fazer com os próximos dias, no momento em que acharmos que é oportuno. Para hoje, já temos um programa bem legal.

Tenho certeza que novembro será novamente nosso mês da sorte, nos trazendo muitas coisas boas, como sempre fez. E no mais, só me resta curtir...

Bom início de novembro a todos!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sextas feiras chuvosas...

Quando eu estava na fase de criança entrando na adolescência, eu sempre tinha uns pensamentos estranhos a respeito do meu futuro. Às vezes eu via coisas em filmes, ou em livros, e automaticamente os incluía nos meus pensamentos futuros. Vou citar um exemplo. Assisti um filme uma vez, onde a protagonista morava sozinha em um apartamento talvez no quinto andar, onde a luz do neon da coca-cola ficava piscando dentro do apartamento dela. Então ela se deitava para dormir, e o neon ficava piscando no seu rosto. Achei aquilo tão legal, que desde pequena, queria morar em um apartamento sozinha, numa cidade grande, onde luzes ficassem piscando dentro do meu apartamento também. Até hoje não entendo o que eu achei de tão legal nisso.

Outro pensamento que eu tinha, era a respeito dos finais de tarde, especialmente se fossem uma sexta feira chuvosa. Eu me imaginava, saindo do trabalho, vestida de tailleur, de salto alto e meia fina, com um guarda chuva muito chique, debaixo daquela garoa fina, indo para casa do trabalho. Ficava imaginando que eu passaria no mercado para comprar várias guloseimas antes de ir para casa. Aí chegaria em casa, no meu apartamento com luz de neon, tomaria um banho, faria uma comida bem gostosa, e me perderia assistindo filmes durante toda a madrugada, afinal, nos meus pensamentos futuros e perfeitos, eu não trabalharia no sábado.

Isso não é pra mim...
No meu apartamento, eu teria um companheiro. Um gato gordo e carinhoso, que viria correndo ao meu encontro, toda vez que eu abrisse a porta, carregada de sacolas de compras. Então eu abriria uma latinha de atum, ou sardinha e trataria o pobre bichano, que depois em forma de agradecimento, deitaria comigo no sofá, para me fazer companhia durante a sessão de filmes. É engraçado como esses pensamentos vem a tona, sempre que uma sexta feira chuvosa resolve aparecer. Parece que eu volto a fase dos pensamentos estranhos, da nostalgia da infância, da imaginação perfeita.

Mas quando esses dias aparecem, eu fico pensando em quanto os meus pensamentos a respeito do meu futuro mudaram radicalmente. E me sinto tão feliz e realizada agora, que tudo aconteceu ao contrário. Eu casei, não moro em apartamento nem tenho um neon da coca-cola piscando na janela do meu quarto. Detesto salto alto e meia fina, nunca me senti bem vestida em um tailleur. Sempre que chove ou garoa, eu saio de casa de carro, ou evito sair. Gosto da chuva para ficar em casa. Mas eu tenho um gato gordo, aliás, dois, um gordo e um magro. Posso dizer até que alguns pensamentos que eu tinha quando criança,  que vi em filmes ou em livros, consegui adaptar para minha vida agora, mas já não fazem mais o mesmo sentido.

Lembro de um filme que assisti, onde aparecia em cima da mesa da sala, um pequeno vaso branco, com uma florzinha vermelha solitária, dentro dele. Eu sempre quis ter um vaso com uma florzinha igual na minha casa, porque eu achava que era um detalhe tão delicado. Então eu ganhei um pequeno vasinho branco, igualzinho como aquele que imaginei a vida toda. E se você acha que ele está na minha mesa de centro, com aquela pequena flor vermelha delicada, enfeitando minha casa, está muito enganado. O vasinho está guardado dentro do meu armário da cozinha, esperando aquela florzinha para enfeitar a minha casa. Como eu falei anteriormente, alguns pensamentos já não fazem o mesmo sentido, nem tem o mesmo valor.

O meu vasinho é menorzinho, e a florzinha é vermelha e solitária.

Então é isso que temos para hoje, pensamentos nostálgicos numa sexta feira chuvosa em Timbó City.

Até mais!




sábado, 20 de outubro de 2012

Charutinhos de repolho, ou couve!

No posto de saúde onde trabalho, a maior parte das funcionárias são mulheres. Quando começa  a se aproximar o horário de ir embora, todas começam a se perguntar o que cada uma vai fazer de jantar. Chega a ser engraçado, pois a maior parte das mulheres tem horror a ter que fazer o jantar toda noite. Na verdade, não é o ato de cozinhar que incomoda, mas a pergunta é: O que cozinhar? E as reclamações são sempre as mesmas, em todas as mulheres, não saber mais o que inventar de jantar. E eu claro, faço parte das mulheres que tem os mesmos questionamentos.

Esses dias, estávamos na cozinha trocando receitas e falando do jantar, quando uma das colegas disse que tinha vontade de comer charutinho de repolho. Se você não sabe sobre o que estou escrevendo e for procurar no google a origem desse prato, já lhe adianto que é uma comida de origem árabe (Líbano) e chama-se Mehchi Mahfuf, ou seja, charutinhos de repolho. O repolho pode ser substituido por couve ou folhas de uva. Voltando as minhas lembranças de infância, lembrei que minha mãe fazia esses charutinhos para nós, e que adorávamos comer essa iguaria. Pensei então em procurar na internet como fazê-los e mãos a obra. Fiz os charutinhos, um pouco com couve e outro de repolho. O resultado vocês verão a seguir.

Receita de charutinhos de repolho (Mehchi Mahfuf)

- 300g de carne moida
- Meia xicara de arroz (usei cozido)
- 1 ovo
- cebola, alho, pimenta e cheiro verde.
- sal

Amassei a carne moida crua, com o arroz, acrescentei 1 ovo e os temperos, amassando bem até "grudar" todos os ingredientes. Em uma panela com água salgada, coloquei as folhas de couve e repolho para cozinharem, até ficarem moles, uma de cada vez. Conforme eu tirava as folhas, já colocava uma colher de recheio e enrolava-os. Para não deixar as pontinhas sobrando, prenda com palitos de dentes. No dia que fiz, eu estava sem palitos e acabei amarrando mesmo com um fio de linha.

Forrei o fundo de uma panela com os talinhos que sobraram das folhas, coloquei dentes de alho, tomate e temperos e fui colocando os charutinhos na panela, um por cima do outro. Usei a mesma água que cozinhei as folhas e despejei sobre os charutinhos até cobri-los bem. Deixei cozinhar por 40 minutos. Estão prontos para servir.

Charutinho de Couve
Recheio

Charutinho de Repolho

Cuddy de olho nos charutinho...hehehehe

Voce vai encontrar várias receitas de charutinhos, com diversos recheios, mas o que eu fiz, é bem light, sem manteiga ou azeite de oliva, e mesmo assim ficou saboroso. Mas você pode acrescentar pimenta a gosto, e outros temperos que lhe agradam, com certeza ficará delicioso.


Até a próxima receitinha!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

I Can Fly - Parte Final

A distância entre o gramado e o helicóptero parecia não acabar mais. Chegando perto do pequeno aviãozinho, meu coração começou a disparar e minhas mãos começaram a tremer. Levei o celular e a câmera fotográfica junto, pois queria registrar toda a aventura. A princípio, sentou nos bancos traseiros, eu e o menino, um em cada janela, e o pai dele, na frente com o piloto. O problema de sentar na frente, é que onde colocamos os pés, é transparente, ou seja, para quem tem medo de altura como eu, ataque de pânico na certa. Com os cintos já presos, vejo uma moçinha correndo na direção do helicóptero, que ainda estava desligado. Como ela sentaria atrás conosco, fiz questão de ficar no meio dos dois passageiros, não tendo problemas de ser a primeira a cair se a porta abrisse. Todos acomodados, o piloto começou a ligar o bichinho.

Achei ele tão pequenininho!


Ligando os motores!!!

Quando aquela barulheira tomou conta dos nossos ouvidos, as coisas começaram a ficar tensas. O vento não dava trégua, mas mesmo assim, o helicóptero começou a subir lentamente. De vez enquando podíamos sentir que ele balançava por causa do vento, e aos poucos ele foi subindo mais e mais. Fechei meus olhos e só ouvia o barulho das hélices e o menino do meu lado dizendo - "Ai Meu Deus, Ai Meu Deus". Ele estava mais em pânico do que eu. Atingimos uma boa altura, onde conseguimos ver Timbó City como nunca, todas as ruas, casa, empresas, misturadas entre rios e nuvens. Aos poucos fui me acalmando e começei a sessão de fotos. De vez enquando, dava a impressão de que as hélices não estavam funcionando, mas eu me concentrava novamente, e lá estava o barulhinho delas, trabalhando fortemente.


OMG!! Aqui não tinha mais volta!
A vista lá de cima é maravilhosa!
Provavelmente por causa do meu nervosisimo, lá em cima eu perdi um pouco da noção de localização. Meu marido diz que passei perto da nossa casa, onde ele estava do lado de fora abanando, mas com certeza nessa hora, eu deveria estar de olhos fechados, pois nem consegui localizar a igreja que é bem próxima de casa. Percorremos dez quilômetros em mais ou menos cinco a oito minutos, em circulo. É inacreditável como o tempo passa rápido lá em cima. Quando eu percebi, já estávamos sobrevoando o pavilhão da festa novamente. Confesso que senti um rápido alívio.

Voltando ao pavilhão da festa!
Saindo viva e realizada do passeio!
Quando o helicóptero encostou no chão, todos começaram a comemorar, pois todas as pessoas que estavam esperando para subir, estavam nervosas e com o mesmo pensamento que nós: Será que vai cair?
Mas o passeio foi muito gostoso, uma experiência com certeza muito válida, penso que todos quando tiverem oportunidade devem fazê-lo, afinal, não tem preço olhar a cidade onde você mora, lá de cima do céu. Quem sabe se um dia eu tiver uma nova oportunidade como essa, eu fique um pouco mais calma, e consiga aproveitar mais a paisagem e o passeio lá de cima.

Até a próxima aventura!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

I Can Fly - Parte 1

Hoje contarei a minha aventura pelos céus de Timbó City. Sim, eu finalmente tirei os pés do chão! A aventura começou assim: me cadastrei em um site no facebook, chamado www.diga1numero.com.br, onde todos os dias, você entra e digita um número. Se o seu número for o menor e único, você ganha o prêmio do dia, pagando apenas um real. Tem prêmio todo dia. Quando vi o prêmio do dia, comentei com meu marido que era esse o prêmio que eu iria ganhar, pois eu nunca havia voado, sendo portanto, um sonho antigo. Digitei meu número e esqueci. No sábado a noite, eu não conseguia dormir e vim para o computador ler um livro que baixei recentemente. E como todo viciado, espiei o facebook.

Quando entrei no site e vi meu nome sorteado logo abaixo do prêmio, saí correndo e acordei meu marido, que já estava no décimo sono, dizendo que eu havia ganhado o passeio. Ele começou a rir meio desacreditado, espiando na tela do computador, meu nome abaixo do helicóptero. Euforia total, da minha parte, claro. O problema foi dormir depois, o que logicamente, não aconteceu, pois o passeio seria no dia seguinte. Levantei cedinho preocupada se eu iria ou não arriscar de voar naquele pequenino "avião". Fiquei pensando se iria chover, se haveria muito vento, se eu iria desistir na última hora, enfim, um milhão de pensamentos na cabeça.

Em letras minúsculas, aí está meu nome abaixo do helicóptero...

Muito bem. Como eu iria trabalhar na festa onde haviam os passeios panorâmicos, fui com um pouco de antecedência para ver se a coragem aparecia. Quando eu e meu marido estávamos chegando, o helicóptero estava pousando, passando a pouco metros do nosso carro. Eu e meu marido nos olhamos e meu coração parecia que iria sair pela boca. Levei minhas coisas no ambulatório onde iria trabalhar e fui no setor administrativo pegar o ticket do passeio. Quando cheguei lá, as meninas que estavam atendendo foram muito queridas, me apoiando para fazer o passeio e dizendo que elas também tinham medo quando foram.

Saí dali com o bilhete na mão, rumo à pista onde o helicóptero estava sendo abastecido. Conversei com um senhor que estava aguardando para ver como as coisas funcionavam, com seu filho, um menino de uns dez, doze anos, que esperavam ansiosos para conversarem com o piloto. O piloto aproximou-se e foi bombardeado de perguntas, a maioria respondendo com gargalhadas. Nos disse que o aviaozinho ficaria parado por vinte minutos e que depois poderíamos levantar vôo. Foram os vinte minutos mais demorados da minha vida. Pai e filho resolveram se juntar a mim nessa aventura, comprando os bilhetes e me fazendo companhia, um apoiando o outro para não desistir.


A ansiedade de não saber se eu conseguiria embarcar ou não, se o aviãozinho iria cair ou não, se eu sairia viva dali, se tudo daria certo, me fez sentir frio e calor ao mesmo tempo, dor de barriga e tremedeiras que insistiam em não ir embora. Olho para trás e lá vem o piloto com uma garrafinha de água na mão. Passando por nós, com um gesto de "vamos lá", sabíamos que agora não tinha mais volta. Uma platéia ao redor acompanhando tudo, não podíamos desistir agora. Respiramos fundo, e lá fomos nós, atrás do piloto.

Continua no próximo post...