domingo, 25 de maio de 2014

São Joaquim - Parte Final

Depois que nosso motorista partiu em busca de ajuda, houve um pequeno silêncio entre os membros do passeio, e todos do lado de fora do carro, olhavam ao redor na esperança de encontrar algum tipo de ajuda. O nosso organizador do evento, Jackson, viu uma casinha ao longe, com uma estradinha aparentemente sendo uma pequena vila. Após sinalizar na estrada com o triângulo, ele nos disse que deveríamos nos separar e procurar ajuda. Um dos membros da equipe, Tiago, em um grito desesperado de pânico, disse que não deveríamos nos separar pois iríamos começar a morrer como nos filmes de terror e que logo iríamos ouvir a motosserra vindo em nossa direção e que então seria nosso fim.


As gargalhadas começaram. Jackson e Fabio foram andando pelo acostamento do asfalto até a casinha para pedir ajuda, enquanto o resto da turma, aguardavam no carro eles voltarem. Tiago sentado no último banco do carro com sua esposa, começou a dizer que eles não voltariam mais e que logo haveria uma mão ensaguentada batendo na janela traseira do carro, escorrendo sangue e manchando o vidro do carro. Quando fôssemos ver o que havia acontecido, haveria um dos colegas que foram pedir ajuda, caído morto atrás do carro. Acho que ele assiste muito filme de terror. E o tempo passava e nem sinal dos nossos colegas. Ouvíasse um silêncio profundo que era quebrado cada vez que passava um carro no asfalto. Alguns sentaram dentro do carro, outros ficavam conversando do lado de fora, e algumas meninas procuravam um "banheiro seguro" para poder aliviar a bexiga.

A conversa fluia solta...
E lá longe no horizonte, vemos a sombra de duas pessoas caminhando. Como já identificamos nossos esposos, eu e a Aline fomos ao encontro dos dois, pois precisávamos urgentemente de um "banheiro". Assim que nos encontramos, eles nos disseram que não havia um alma viva para emprestar um telefone, que bateram de casa em casa e não foram atendidos. Parecia que estava tudo abandonado. Ótimo!!
Após avisá-los da nossa necessidade urgente, retornamos a pequena vila e procuramos por um banheiro sem sucesso, o que nos obrigou a voltar a idade da pedra e relembrar o quanto é ruim para uma mulher não ter um bacio para sentar. Mas nem vou reclamar muito, porque como sou uma pessoa prevenida, pelo menos eu tinha alguns pedaços de papel higiênico na minha necessarie, o que diga-se de passagem, nos foi muito útil.

Aliviadas e novamente animadas, voltamos para nosso carro. O pessoal já estava ficando entediado porque já havia se passado um bom tempo sem termos notícias do motorista e nem a ajuda que tanto esperávamos havia aparecido. Novamente, alguns sentaram dentro do carro, outros foram mexer no motor do carro para tentar de alguma forma fazer um milagre, mas sem muito sucesso. Tiago então teve a idéia de subir em uma pedra gigantesca ao lado da estrada para ver se conseguia sinal de celular. Já em cima da pedra, fazia poses, caras e bocas que nós que estávamos olhando do chão, não parávamos mais de rir. Assim que descobriu que não haveria mais o que fazer, apenas aguardar, ele voltou para o carro e sentou-se indignado no banco traseiro, mordiscando uma maçã.

Tiago numa tentativa falha de achar um sinal..
Descendo indignado!
Uma caminhonete passa pelo nosso carro e pára mais a frente. É um dos empregados do nosso anfitrião, levando algumas pessoas para casa. Desceu do carro e veio ver o que estava acontecendo. Após explicações, tentativas inúteis de arrumar o motor de ambas as partes, ele oferece carona a um dos membros da equipe, pois o carro já estava praticamente lotado. Aline então foi a escolhida para seguir viagem, já que era a única no meio de todos que tinha filhos pequenos. Ela embarcou na caminhonete e nós continuamos nossas conversas paralelas no carro.

Fabio tentando achar um banheiro
Novamente aquele silêncio e de repente ouve-se uma motosserra sendo ligada. Tiago começou gritar e disse que tinha avisado que todos iríamos morrer. Começamos a rir muito e então todos entraram no carro pois estava anoitecendo e começamos a contar piadas. Cada carro que passava parecido com um guincho ou outra van, nós corríamos para a estrada para sinalizar e todos passavam direto, apenas buzinando ou dando sinal de luz. Apesar da longa espera, estávamos rindo e nos divertindo muito dentro do carro. Já estávamos começando a desanimar quando um guincho passou por nós e fez a volta, estacionando na frente do nosso carro. Alegria geral, todos já começando a arrumar as coisas pois o outro carro provavelmente estava chegando para nos socorrer. Doce engano!

Histórias e mais histórias
Ficamos sabendo que o outro carro que viria nos socorrer iria demorar mais algum tempo e como não tínhamos alternativas, tivemos que embarcar no nosso carro quebrado e nós seríamos guinchados até onde o carro novo estaria. O detalhe é que nós iríamos dentro do carro, em cima do guincho. Pânico total! Ninguém queria ficar dentro do carro para subir no caminhão, mas não tinha como subir depois, pois o guincho era bem alto. Escolhemos o Fabio para colocar o carro quebrado em cima do guincho com todos nós dentro, enquanto o Jackson e o motorista do guincho davam as coordenadas. Aquilo sim parecia um filme de terror. Todos com cara de assustado e o Fabio tentando subir no guincho sem fazer movimentos bruscos para não estourar a corda. Ok. Final da história e depois de muito pânico, ele conseguiu colocar o carro no guincho, foram presas as rodas e dali partiríamos rumo a um novo carro. Errado de novo!


Assim que nos arrumamos confortavelmente no carro, estaciona a van que iria nos levar até o centro de Urubici. Todos comemorando que agora estava tudo resolvido, descemos do carro que estava em cima do guincho, nos arrumamos na outra van e partimos até um posto de gasolina no centro de Urubici. Por ali ficamos esperando uma outra van que iria nos trazer até Timbó, sem mais pausas e trocas pelo caminho. Compramos uns lanchinhos e embarcamos no novo carro que nos aguardava do outro lado da rua. O motorista que nos levaria até em casa, deveria achar que era piloto de formula 1, pois não me lembro de andar tão rápido em um carro, desde que eu trabalhava no SAMU. O motorista conseguiu fazer em uma hora a menos o trajeto, de tanto que correu. Mas enfim, chegamos em casa vivos, quase perto da meia noite de domingo.

Apesar de todos os contratempos, a viagem foi maravilhosa e bem divertida. As pessoas não perderam o senso de humor, ninguém ficou chateado e o melhor de tudo, todos se divertiram muito. Esse foi um passeio que vai fica na história.


Até logo!



sábado, 19 de abril de 2014

São Joaquim - 3° parte

Vou começar o post comentando rapidamente do almoço. Foi servido um delicioso feijão com arroz, abóbora, farofa, maionese, diversas saladas, e de carne, picanha, alcatra e ovelha. Não sou fã de carnes, mas admito que estavam deliciosa, só a ovelha não sei pois não provei. Os que comeram, aprovaram. De sobremesa foi servido uma sobremesa feita com maçãs e farofa, com um nome francês esquisito que não entendi direito quando meu marido perguntou o que era aquilo. A bebida...vinho a vontade. Foi oferecido dois rótulos da vinícola e quem não quisesse, poderia continuar nos espumantes. A conversa fluía solta  e as taças de vinho não esvaziavam nunca...quanto mais nós tomávamos, mais eram enchidas.

Nós no caminhão para chegar ás vinícolas...depois tivemos que descer e ir com nosso carro porque não haviam lugares suficientes para todos nas caminhonetes. Mas, já que estávamos ali em cima, resolvemos tirar uma foto para lembrar!

Logo após o almoço e a sobremesa, em meio a uma conversa entre os chefes do Fabio e nosso anfitrião, ela, Aline, chefe do Fabio, aponta o dedo para ele de longe e fala: "- Ele quer andar de quadriciclo!!!" Imediatamente, WW o chama-nos para ir passear de carrinho com ele, se dirigindo ao quadriciclo quase que correndo. Lá se vão o Fabio, os chefes dele e WW em direção ao carrinho. Sentam-se tranquilamente e nosso anfitrião sai acelerando como piloto de fórmula 1. Demoram cerca de dez minutos e de repente aponta o pequeno carrinho no horizonte, aparecendo todos descabelados e com um sorriso de orelha a orelha, comentando o passeio. Assim que todos desceram do carro, já havia um casal esperando para passear também, e quando nosso anfitrião olhou para nós três e disse "Vamos?", ninguém pensou um segundo antes de sentar no carrinho.

Aline, Fabio, Jackson e WW
Eu atrás me bobeando...hehehe!
Eu sentei atrás, a outra moça na frente e o marido dela atrás, junto comigo. Posso dizer que nosso piloto era fantástico, mas meio doidinho. Fez um monte de manobras malucas, saltou duas vezes do heliporto com o carro e nós além de rir muito, gritávamos o mais alto que podíamos. Quando ele percebeu que estávamos aproveitando o passeio, saltou de novo no heliporto, deu uns "cavalos de pau" e foi nos mostrar um pouco da fazendo, o pomar de maçãs enquanto contava um pouquinho da história. O passeio foi delicioso e assim que chegamos a casa, já haviam mais pessoas esperando pela aventura. Foi muito divertido.

Degustando as uvas no pé!
Como todos já estávamos um pouco altos e passavam das três da tarde, resolvemos ir embora, afinal de contas, cinco horas de estrada nos esperava para voltar para nossas casas. Nos despedimos de nossos queridos anfitriões, e todos seguiram para o nosso carro que nos traria de volta. Todos acomodados e contando detalhes do passeio, seguimos rumo a Timbó. Após andar alguns quilômetros, nosso motorista começa a acelerar o carro e ele parece perder a força. Meio que pega no tranco, e vai embora por mais uns quilômetros. De repente o carro para e o motorista sai para olhar o motor. Aparece uma fumaça que deixa todos preocupados. Nosso motorista nos diz que a bomba de água estourou e não tem outra alternativa se não pedir carona para o próximo carro e ir buscar ajuda. O problema era que estávamos no meio do nada, sem poder nos mexer do lugar, sem linha de celular, e o posto mais próximo ficava em Urubici, ou seja, uns quarenta minutos de carro dali.

Começando o retorno que durou pouco tempo...
O motorista parou um carro que vinha e pediu-lhe carona, contando o que havia acontecido. O outro motorista cedeu gentilmente um lugar no carro e levou nosso guia para procurar ajuda. Nós então ficamos no carro que até então não poderia ser mexido do lugar, e todos começaram a dar palpites e pensar em uma solução para arrumar o carro. Já eram quase quatro da tarde, logo iria anoitecer e onde estávamos, parecia mais um daqueles filmes de terror de beira de estrada. Juro que eu pensei que seria um tédio esperar o motorista voltar para nos socorrer, mas devo dizer que a partir daqui foi que o passeio rendeu histórias muito engraçadas para lembrar. Nós mal sabíamos, mas nossa diversão acabava de começar...

E aqui começa uma história de terror...e comédia!

Continua no próximo post..

Até logo!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

São Joaquim - 2° parte

Em meio aqueles milhares de pés de uvas, fomos caminhando e experimentando os diversos tipos de frutinhas que ali estavam para serem degustadas. Nosso guia nos explicava para experimentar uma "baguinha" que fica exposta ao sol e outra que fica na sombra. Falou também sobre as máquinas que fazem a manutenção da parreira, que na real nem precisa de motorista. Fiquei pasma!

Caminhamos um bom tempo debaixo daquele sol que até então estava delicioso, pois o clima estava bem friozinho, propício para passeios ao ar livre. Chegamos a um tipo de tenda, com mesa e bancos onde haviam funcionários da vinícola abrindo espumantes e cortando pedaços de maçãs que degustamos logo após um saudoso brinde. Experimentamos três tipos de espumante que foram servidos com maçãs e bolachas salgadas. Aproveitamos a vista maravilhosa para bater mais fotos e ouvir mais um pouco da história da vinícola. Já passavam das onze horas da manhã quando continuamos nosso passeio de volta ao casarão onde tínhamos chegado, e logo fomos todos convidados para um almoço na casa de nosso simpático anfitrião.

Nosso anfitrião explicando os diferentes tipos de uvas
Eu concentrada na explicação de WW

Caminho de volta ao casarão

Muitas flores coloridas ao longo da estrada...

Todos a postos em seus transportes, começamos o trajeto à casa de WW, que havíamos visto apenas de longe, sobre uma montanha, bem longe da nossa realidade. Antes de todos embarcarem, nosso anfitrião pediu para que não batêssemos fotos da casa, nem utilizássemos o intagram, facebook ou qualquer meio onde expusesse a sua casa. Quando estávamos chegando perto da casa, entendi o porque que ele não queria mostrar sua casa ao mundo. Ali era com certeza um pedacinho do paraíso. Árvores carregadas de maçãs davam um colorido à aquela paisagem que não tinha mais fim. Flores, frutas, muito verde, alguns animais soltos ao ar livre, vários quadriciclos estacionados nas garagens e uma simpática senhora vestida com uma bata vermelha, comprida até quase nos pés com óculos escuro, nos recepcionou amavelmente na porta da casa. Era a esposa de nosso amigo WW.

Entrada da casa...
Assim que chegamos na porta, fomos recepcionados pela anfitriã que abraçava e beijava todos os convidados e assim que passávamos por ela, já haviam outros funcionários da casa com taças de espumante nos oferecendo para beber a vontade. Todos com taças de champagne na mão olhavam deslumbrados a casa e a vista daquele lugar, parecendo até um filme de cinema. Haviam sobre uma bancada, várias garrafas de vinhos caríssimos e importados, que foram degustados provavelmente em alguma ocasião especial, pois os preços de cada garrafa exposta custava sem dúvida uma pequena fortuna. Toda a decoração da casa era impecável e de muito bom gosto, com objetos trazidos de todos os lugares do mundo, expostos aos convidados para serem olhados, tocados e apreciados.



Tanto os funcionários da casa quanto da vinícola que agora se misturavam, eram super atenciosos. Estavam sempre com uma garrafa na mão, esperando alguém esvaziar a taça para enchê-las novamente.
Uma senhora muito simpática apareceu com uma bandeja com várias xicarazinhas cheias de caldinho de feijão e o cheiro daquele caldinho encheu os olhos e a boca de água. Pegamos uma xícara cada um e degustamos junto com o espumante que era servido a vontade. Assim como o espumante, o caldinho também era servido a vontade, mas não queríamos estragar nosso apetite pois o almoço que nós víamos sobre o fogão a lenha e na churrasqueira (transparente) eram de tirar o fôlego.

Continua no próximo post...

Até logo!

quarta-feira, 26 de março de 2014

São Joaquim - 1° parte

Finalmente, depois de muito tempo tentando ir conhecer São Joaquim, fomos convidados pela loja onde meu marido trabalha (uma loja de vinhos) para conhecer uma vinícola da qual a loja é distribuidora exclusiva dos vinhos e espumantes. A loja se encarregou de arrumar e pagar o transporte que nos levaria até lá, nos restando apenas aceitar o convite e aproveitar, sacrifício grande esse não acham?

Combinamos que nos encontraríamos na frente da loja, no domingo, as 5 horas da manhã,  pois a viagem seria longa até a vinícola, num total de quase cinco horas de estrada. Nós e mais seis pessoas fomos convidados, completando num total de nove pessoas com os chefes do meu marido e o motorista. 

O relógio despertou as quatro da manhã de domingo e pulamos da cama animados com a aventura. Tomamos café, banho, e nos organizamos para partir. Levamos alguns casacos mais pesados pois a previsão seria de geada para o domingo. Chegamos na loja e o carro que nos levaria já estava estacionado esperando. Todos chegaram animados, apesar do sono que ainda pairava no ar. Escolhemos nossos assentos e a viagem começou. O motorista apagou todas as luzes e o mais absoluto silêncio fez com que alguns cochilassem boa parte do caminho. Coloquei meus fones de ouvido, liguei um som e relaxei, quase que dormindo instantaneamente. A viagem seguiu tranquila.

Aqui já estávamos chegando em São Joaquim...
O sol já estava forte quando paramos para tomar café em Bom Retiro, bem pertinho de Urubici. Não queríamos chegar na vinícola de estômago vazio e ter que tomar apenas uns golinhos de vinho. Depois de um reforçado café da manhã com waffles e mel, seguimos viagem. Chegamos no local indicado e ficamos aguardando uma pessoa que trabalhava na vinícola e viria nos buscar para mostrar o caminho. Logo estaciona outro carro acompanhado de um micro ônibus procurando o mesmo local que nós. Eram de Jaraguá do Sul e iriam fazer a mesma visita que nós. Nosso guia logo deu o ar da graça e fomos seguindo ele estrada de chão adentro.

Do asfalto onde estávamos até dentro da vinícola foram muitos quilômetros de estrada de chão, pedras, riozinhos, fazendas, gados e um céu azul que insistia em nos acompanhar. Bem diferente aqui no vale, estávamos a uma altitude de 1300 metros, fazendo com que víssemos somente fazendas e o céu...nada de montanhas. Uma visão maravilhosa. Andamos, andamos e andamos muito, até que avistamos uma casa ao fundo da fazenda e todos já animados para chegar logo, começamos a nos preparar com câmeras e casacos, afinal estava bem friozinho quando chegamos lá. 

Descemos todos do carro e haviam vários funcionários da vinícola com carros grandes tentando acomodar as pessoas pois dali onde estávamos, ainda teríamos muito chão pela frente. Escolhemos ir no caminhãozinho que aparece  abaixo na foto e todos subiram correndo para não perder o lugar. Quando estávamos todos prontos para partir, outro funcionário chegou e falou que não haveria carro suficiente para levar todos numa viagem só, mas que o carro que nos trouxe de Timbó, seria o único que conseguiria subir a estrada até nosso destino. Então, um pouco entristecidos descemos do caminhãozinho e voltamos para nosso veículo. As pessoa foram transportados em caminhonetes grandes, quadriciclos e no caminhão abaixo. 

Nosso carro estacionou as dez horas da manhã em uma área gigantesca, onde tinham lhamas soltas ao ar livre, vários tipos de pássaros cantando, um cachorro muito simpático que logo saiu de fininho e muitas pessoas animadas esperando o início da aventura. No local havia água e medicamentos disponíveis para enjôo ou qualquer outro mal que pudesse estragar nosso passeio. No meio da nossa admiração pelo lugar tão lindo em que nos encontrávamos, apareceu no meio da multidão, o responsável por tudo aquilo, dirigindo um quadriciclo, parecendo quase um piloto profissional. Não escreverei seu nome aqui, apenas o chamarei de WW.

Nossa segunda parada depois da longa viagem morro a cima.
WW chegou animado, como um rock star. Sorridente, desceu do carrinho cumprimentando a todos energeticamente com um aperto de mão,  e desejando boas vindas a todos. As pessoas pararam para admirá-lo, cumprimentá-lo e escutá-lo, afinal, assim que deu boas vindas à todos, começou a nos contar como começou a vinícola. Apesar da idade e dos dedos marcados pela artrite, deu um show de simpatia e boa memória, fazendo com que até as crianças ali presentes parassem para escutá-lo. Muito animado, nos convidou para andar entre as parreiras de uva e conhecer o local. E assim, abriram-se os portões e todos o seguiram, ouvindo atentamente a explicação e tentando acompanhá-lo, pois o homem tinha uma energia invejável.

Continuarei nossa aventura no próximos post.

Até logo!


domingo, 2 de março de 2014

Tentando Fazer Uma Horta

Sei que existem muitas coisas mais complicadas no mundo do que fazer uma hortinha caseira. É bem simples: limpe o terreno, coloque adubo e plante. Vendo por esse lado as coisas parecem bem simples mesmo, mas quando você vai colocar a mão na massa, acontecem várias detalhes que até então as pessoas não comentam, porque para elas é normal. Exemplo: fui pesquisar na internet como plantar uma horta caseira. Lá está escrito que para cada verdura, existe um jeito diferente de plantar. Tem também a questão do Ph da terra, algumas plantas podemos regar bastante, outras tem que regar pouco, outras plantinhas precisam de muito sol, outras tem que ser plantadas na sombra e tem ainda aquelas que precisam de um pouco de sol e um pouco de sombra durante o dia. Tem até algumas que não se dão com as outras e não podem ser plantadas perto, acredita nisso?

Sonho de consumo 
Então você pergunta para as pessoas que tem aquelas hortas maravilhosas como fazemos para ter uma igual e eles te respondem aquilo que escrevi lá em cima: limpe o terreno, adube e plante. Simples assim. Fora todas as frescuras que comentei aí em cima, outra coisa que não me falaram, foi dos bichos peçonhentos que habitam as hortas...minhocas, ratinhos, baratinha, rãzinhas, sapos ...  e aranhas. 

Ontem fui tentar plantar umas sementes de tomate carolina em um vasinho, para mais tarde replantá-lo. Remexendo na terra para coletar um pouco numa pazinha, eis que do meio da terra ou escondida em algum canto sombrio, aparece uma aranha gigante e tenta me confrontar. Devo dizer que de início na tive tanto medo, até eu tentar pisar nela pela primeira vez, levantar o pé e constatar que ela não estava em baixo do meu chinelo.

Pânico total! Comecei a pisotear por tudo que é lado, e nada da bichinha aparecer. Quando levantei a barra da minha calça, lá estava ela em posição de ataque e rindo da minha cara. Dentro da minha calça!! Bati nela com a mão numa tentativa desesperada de afastá-la o mais rápido possível, e ela, mais rápida que um raio, ficou grudada nos meus dedos. Sem pensar duas vezes, peguei a pazinha de ferro e bati em cima dela com toda força. Não preciso dizer que quase me quebrei os dedos da mão. Ela caiu no chão e eu caí em cima dela com a pazinha, dando golpes mortais, como se tivesse esfaqueando alguém. Depois de várias golpeadas, ela se rendeu e passou dessa para uma melhor. Sinceramente, espero que nenhum vizinho tenha visto essa cena.

Foi com uma igualzinha que tive que brigar por território.
Ninguém me avisou que eu precisaria duelar com os habitantes da horta e sim, limpe a terra, adube e plante. Ok, não vou desistir tão fácil. Nem quero pensar que tenho um monte de ervas daninhas para limpar ainda na minha horta, e que vários moradores ainda terão que ser confrontados, mas eu preciso plantar minhas sementes de alface. Eu só quero plantar a alface, eles não precisam se mudar, podem muito bem conviver com minhas verduras, não é?

Assim que eu conseguir limpar a horta, adubar e plantar, farei outro post contando como sobrevivi ao tentar fazer uma horta. No mais, me desejem boa sorte. Aqui vou eu...

Até breve!







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O que vale a pena?

Esse é o nome de um dos livros que eu leio e releio sempre que posso, pois me faz refletir e rever meus valores, os acontecimentos diários e tudo aquilo que realmente vale a pena na minha vida. Muitas coisas valem a pena ... a amizade sincera, nossa família, nossos momentos de felicidade compartilhados com as pessoas que amamos, nossos bichinhos de estimação brincando, enfim, pequenas coisas do nosso cotidiano que se pararmos para pensar, são os mais simples e os que mais nos deixam felizes.

E lutar, vale a pena? Dependendo da causa, acredito que vale sim. Recentemente tive uma pequena "luta" contra os meus chefes pedindo melhores condições de trabalho. Depois de muitas ameaças, caras feias e castigos, finalmente aceitaram a minha reivindicação e fizeram o que eu pedia. Mas para isso eu tive que me colocar a frente da equipe, mesmo não sendo a "chefe",  e "dar a cara para bater". Valeu a pena? Oh se valeu!! Toda vez que eu entrar no meu local de trabalho atual, mesmo que um dia não o seja mais, vou lembrar que por causa das minhas reivindicações, as coisas melhoraram muito por lá. Apesar de tudo, me sinto feliz e realizada.

No livro O que vale a pena, de Wendy Lustbader, vol 1, tem uma senhora que dá um depoimento em que eu me identifico muito, e todas as vezes que acontece alguma coisa grande na minha vida, lembro desse depoimento como se fosse eu que tivesse no lugar daquela Vovó. Aqui está ele:

"Fui eu mesma toda a minha vida, mas isso me causou muitos problemas. Eu dizia às professoras o que pensava. Dizia aos chefes como me sentia. Fui direta, mesmo quando isso me custou uma boa nota na escola ou uma promoção no emprego. Minha mãe costumava ficar chocada com o meu jeito. Ela olhava para mim, meneando a cabeça e dizendo em iídiche: "Was ist drinnin Ling ist offen Zing". O que está no seu coração, está na sua língua. Soa melhor em iídiche, mas dá para entender a ideia.
Não me leve a mal. Sou uma pessoa zelosa e tentava não magoar outras pessoas. Quando trabalhava, não adulava quem estivesse acima de mim e nem pisava em que estivesse abaixo. Eu só não conseguia esconder como me sentia e, depois de algum tempo, não tentava.
Você deve viver do jeito que acha que é certo. Não se preocupe com a opinião das outras pessoas. Nunca se dê importância demais. Não tente ser alguém que você não é."

Charlotte Passikoff - 84 anos.

Esse é o livro!
Esse pequeno depoimento me fez entender que existem mais pessoas como eu, e que eu posso sim falar como me sinto, independente do que as outras pessoas vão falar. Muitas vezes, tomei decisões na minha vida que todas as pessoas que mais amo foram contra, mas nunca me arrependi de nenhuma delas. Por mais que você ame alguém, você tem que seguir aquilo que seu coração mandar e fazer o que acha que é certo. Ninguém pode decidir nada por você. E quanto a ser sincera, isso me poupou e me criou muitos problemas. Mas tenho certeza de que as pessoas que convivem comigo sabem que eu sou assim e me aceitam do jeito que eu sou. E as que foram embora, bem... não me fazem falta nenhuma.

Acredito muito que lutar por uma vida melhor, por mais justiça, por mais amor, por mais sentimentos bons no mundo vale a pena sim, apesar de algumas vezes a gente desanimar. Vale a pena a gente viver por um objetivo, por um futuro, por um sonho, seja ele grande ou pequeno. Vale a pena lutar por aquilo que acreditamos, mesmo que vá contra todos e isso no final não fará diferença nenhuma. Vale a pena ser você mesma, ser única, ter sua opinião a respeito das coisas e não mudar facilmente porque as pessoas falam de você!

Vale muito a pena ser feliz do jeito que você é, independente do que os outros pensam...

Até logo!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Praia Parte II

Chegamos na farta mesa de café, nos sentamos em uma mesinha perto da rua principal e fomos atacar o buffet de café da manhã. Haviam muitas coisas boas e saudáveis para degustar, mas infelizmente não bati nenhuma fotinho pois eu estava muito ocupada, como vocês devem imaginar. Depois de pães de queijo, suco de laranja, frutas, cereais, pão, omelete e muitos bolinhos, resolvemos voltar para o apartamento para nos trocarmos e ir caminhar na praia, aproveitando a trégua que o sol estava nos dando.

Caminhamos praticamente a praia toda. O sol de vez em quando ameaçava de sair mas acabava se escondendo atrás das nuvens novamente. Compramos uma água de côco e continuamos nossa caminhada praia afora. Conversamos e caminhamos até umas nove e meia, quando resolvemos voltar para o hotel e tomar um segundo café da manhã, afinal, a barriga não ronca só uma vez, né? 

Caminhando cedinho na praia.
Fomos entrar na sala de café e havia uma mocinha na porta que nos pediu o número do quarto onde estávamos, coisa que não havia acontecido no nosso primeiro café um pouco mais cedo. Não havia ninguém na portaria a hora que fomos tomar nosso primeiro café. Resumindo: ganhamos um segundo café da manhã! Mostramos nossas chaves dos quartos com os números, nos sentamos e começamos a comer novamente. Havia bastante gente naquele momento e quase não conseguimos mesa para sentar. Depois de muitas coisas boas degustadas, fomos conhecer a piscina do hotel que ficava na cobertura.

Chegamos na cobertura e ainda faltavam dois minutinhos para abrir. Ficamos aguardando. Logo a porta se abriu e nós quatro fomos desbravar aquela piscina quentinha. Estávamos só nós ali, com toda aquela piscina só para nós. Não perdemos tempo e nos atiramos na água. Meu marido que não quis se molhar, ficou sentado nas cadeiras de praia nos observando e batendo fotos da vista  lá de cima. Ficamos quase meia hora nadando sem que ninguém aparecesse. Logo teríamos que fazer o check-out e decidimos nos despedir da piscina. Voltamos para nossos quartos, tomamos banho e nos preparamos para deixar o hotel.


Malas prontas, chegamos ao saguão as onze e quinze e após fazer todos os acertos, pegamos a estrada rumo às nossas casas. A viagem de volta foi super tranquila, sem muito trânsito ou inconvenientes. Chegamos em casa próximos as duas da tarde e nos deitamos na nossa cama para descansar um pouco, afinal, passear cansa como já falei no outro post.

A aventura foi muito legal, não gastamos muito e pretendemos fazer mais desse tipo de "mini viagens" com nossos amigos. Até já tenho programada nossa próxima aventura e se der tudo certo, logo estarei aqui escrevendo sobre ela. Mesmo que ficamos fora apenas um dia, o fato de ver uma nova paisagem, coisas novas já dá um novo ânimo para começar o ano.

Até a próxima aventura!