sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ozzy, Cuddy, Bobby e Maggie

Ozzy, Cuddy, Bobby e Maggie são nossos animaizinhos de estimação, que dividem o espaço de setecentos metros quadrados conosco. Os gatos chegaram primeiro, já no início da nossa mudança para o nosso canto, eles vieram meio que de "sopetão", doados por uma dona maluca que queria exterminá-los. Adotamos os dois irmãos (são um casal) e até hoje não tem jeito dos dois se entenderem, apesar de dormirem sempre perto um do outro. Ozzy é mais "dono do pedaço", mia sem parar e extremamente ranzinza. A Cuddy é super tranquila, dorme quase o dia todo e dificilmente incomoda. E assim se passaram quase três anos. Até que um dia, um cachorrinho simpático, começou a aparecer na frente da nossa casa, que na época não tinha portão, fazendo com que o cãozinho e sua amiguinha chegasse até a porta de casa para pedir comida. Logo por esses tempos, fomos viajar para New York e minha sogra ficou de vir tratar os gatos e cuidar deles. Quando voltamos, ela nos disse que cuidou direitinho dos gatos e do Bobby. Bobby? Que Bobby?

Mimis recém chegados - Ozzy e Cuddy
Óinnnn...que saudades!!!
Mimis já adultos e espiando pela janela
Bobby nos primeiros momentos com sua nova família!
Esse foi o nome que minha sogra escolheu para chamar o simpático cãozinho que aparecia todos os dias quando ela vinha tratar os gatos, lhe pedindo comida. Com pena, minha sogra continuou a tratá-lo, assim como os gatos, até o retorno de nossa viagem. E assim, Bobby foi nos conquistando e nos visitando quase que diariamente, até o dia em que cercamos o terreno, e tivemos que fazer uma escolha: deixá-lo do lado de fora e não cuidar mais dele, ou colocá-lo do lado de dentro e assumir todas as responsabilidades que a posse consciente nos pede. Decidimos por adotá-lo de vez. Compramos casinha, remédios (pois ele teve cinomose e quase nos deixou), cuidamos da melhor forma possível, por quase um ano. Mas sentimos que o Bobby ficava triste de vez em quando, pois estava muito solitário, e os gatos não gostaram muito da ideia de dividir seu espaço com um cão.

Cavando no barro na construção da parte nova da casa.
Brincando de imobilizar o papai no sofá!
Decidimos então adotar a Maggie, um filhote que nasceu de um cruzamento de uma American Stafforshire com um vira-latas. Como era doação, meu marido quase ficou maluco pelo filhote. A dona dele nos trouxe no feriado da Páscoa, e por ser muito pequenina ainda ( não tinha quarenta dias quando veio para nós), nos deixou praticamente três dias sem dormir. Chorava muito, como todo filhote e não sabíamos mais o que fazer para acalmá-la. Já tínhamos até ligado para a dona vir buscá-la, pois o Bobby de início não gostou muito da ideia. No quarto dia, onde ela seria devolvida à mãe, Bobby começou a aceitá-la, meio que a contra-gosto, mas pelo menos parou de atacá-la tanto. Decidimos então tentar mais um pouco e devagarinho os dois foram se entendendo do jeito deles. 

Maggie no primeiro dia com sua nova família..
Uma semana depois...
A Maggie é bastante agressiva para brincar, e não se deixa dominar fácil pelo Bobby, que pensa ser o dono do pedaço e fica tentando dominá-la o tempo, sem muito sucesso. Quando ele perde a paciência, acaba a atacando e somos obrigados a separá-los por um tempo. Acredito que quando ela atingir a idade adulta, quem vai dominar o Bobby vai ser ela. No momento ela só tem três meses, e já pesa dez quilos, está quase da altura do Bobby, mas apesar dos desentendimentos, eles brincam bastante durante o dia. A noite, como o Bobby teve muitos problemas e sequelas relacionadas a cinomose, ele dorme dentro de casa, e a Maggie por enquanto, dorme na casinha dela, dentro da lavanderia. Logo queremos comprar outra casinha para ela, pois está crescendo muito rápido e quase não cabe mais na casinha que era do Bobby.

Já amiga da Bobby..
Curtindo um solzinho num sábado de manhã...
Mãe brincando com a Maggie...
Maggie desconfiada com a câmera...
No futuro, colocaremos as duas casinhas na garagem e os dois passarão a noite do lado de fora. Apesar deles de vez em quando aprontarem algumas artes, nós estamos bem felizes com nossos quatro bichinhos de estimação, que sempre nos retribuem muito carinho. Os gatos não se dão muito bem com os cães e passam a maior parte do tempo dentro de casa dormindo, mas estamos ensinando-lhes e conviverem todos juntos sem se estranharem. Sabemos que leva tempo e muita paciência, mas aos pouquinhos vamos tentando ensinar todos eles.


Até o próximo post!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Notícias e Novidades!

Hoje entramos praticamente na metade do ano. Junho começou, o frio já se apresenta mais rígido, muitas coisas aconteceram desde o início desse ano. Minha horta vingou, já colhi muitas alfaces, chicórias, couves-chinesas, salsinha, cebolinha e mais um montão de coisas, economizando bastante no quesito feira. Tem também meus tomates carolinas que ainda estão verdes, mas o pezinho está tão carregado que chega a entortar. Na real, por duas vezes meus cachorros fizeram um grande estrago na horta, cavando buracos que caberiam um cadáver dentro, arrancando quase tudo o que eu havia plantado. Refiz a horta e lá foram eles de novo. Mas dessa vez só arrancaram uns pés de alface e de brócolis, pois forramos o chão da horta com uma tela plástica, onde plantamos as mudinhas entre os buracos da tela, dificultando aos meliantes cavar mais buracos. Acredito que não conseguirei fotografar a horta completa com tudo o que plantei nela, pois tem verduras que crescem rápido, como a alface, e outros que demoram mais, como os tomates. O que importa é que deu tudo certo, apesar de ter que duelar muito ainda com as aranhas que não queriam deixar seu lar.

Horta que eu fiz...com mudas novas de alface e faltando bastante verduras, que já foram colhidas. A pedra lá no canto é para os cachorros não levantarem a tela que fica embaixo do barro!
Os tomates carolinas logo estarão prontos para o consumo. Na horta temos um pé de tomate comum.

Outra novidade é que finalmente criei a coragem necessária e me exonerei do trabalho onde eu estava. Eu era funcionária pública, acomodada, conformada e deprimida, pois não tinha expectativas de melhorar e também não queria sair da minha zona de conforto. Querendo ou não, me incomodava muito ter que trabalhar desmotivada, "aturar" pacientes e colegas de trabalho mal educados, levantar todos os dias sabendo que até minha aposentadoria (que está longe), seriam todos os dias assim. Depois de pensar muito, decidi que eu precisaria dar um basta, uma chacoalhada porque a vida não é só isso. Eu preciso morrer para me renovar e foi isso que fiz. Matei aquilo que me incomodava e comecei uma nova vida, desempregada (por enquanto), porém feliz.

Decidi me dar alguns dias de folga, e depois partir para a luta, procurar emprego, fazer alguns bicos ou qualquer coisa em que eu sinta que estou fazendo algo de bom pela humanidade e por mim. No momento minha vida se resume a acordar todos os dias e ir caminhar no "Central Park" aqui da minha cidade, voltar para casa e tomar um banho sem pressa, tomar o segundo café da manhã e começar as tarefas domésticas que até então eu estou gostando de fazer. Me sinto anos mais nova, mais revigorada. Porém a partir de amanhã começarei a procurar emprego. Meu currículum foi renovado, fiz uma lista de lugares legais que gostaria de trabalhar e é pra lá que os mandarei. Alguns na área da saúde e outros completamente fora dessa área. Me desejem boa sorte! 

Yessss...
Adotamos uma nova integrante na família, a Maggie. É uma American Stafforshire misturada com um vira-latas, mas que não tem nada de vira-latas. Está crescendo a olhos vistos, uma boa companhia para o Bobby que até então estava muito solitário. Não vou dizer que se dão tão bem como eu imaginava, eles estão se entendendo aos poucos. Apesar deles destruírem minha horta por duas vezes, abrir buracos na grama e fazer muitas artes, são nossa alegria, assim como nossos gatos. As vezes tenho vontade de mandá-los para a lua só com passagem de ida, mas quando eles nos olham tristes, entendemos o porque os amamos tanto. Rezando para que eles cresçam logo e se tornem adultos mais calmos. No fundo nossa vida não seria tão cheia de risadas, brincadeiras e leveza se eles não estivessem conosco, tanto os cães como os dois gatos.

Maggie (de sueter) e Bobby
Esse também era o ano de retornar a New York para matar a saudade, afinal de contas, ser um New Yorker não tem absolutamente nada a ver com o lugar onde você nasceu, mas sim onde se sente em casa. A energia que pulsa nas veias dessa cidade não é algo explicável, é um fenômeno para ser sentido e não analisado. Palavras de uma turista que assim como eu, também se apaixonou por essa cidade tão mágica. Mas infelizmente como agora estou desempregada e ir para NY custa uma pequena fortuna, ficará somente na minha memória os bons momentos que vivemos por lá, até conseguir juntar o dimdim e se aventurar por lá outra vez. No momento estamos decidindo se vamos ou não conhecer uma cidade mais pertinho daqui, que não custaria tão caro. Mas vamos deixar as coisas acontecerem para ver se vai dar certo ou não. Espero sinceramente que aconteça tudo como já está planejado.

NY vista de cima e o Central Park no meio
Engraçado que agora que acabei de escrever sobre NY, começou a tocar a música New York New York do Frank Sinatra aqui no meu computador. Nossa...deu uma saudade...

Chega de news...até o próximo post!














domingo, 25 de maio de 2014

São Joaquim - Parte Final

Depois que nosso motorista partiu em busca de ajuda, houve um pequeno silêncio entre os membros do passeio, e todos do lado de fora do carro, olhavam ao redor na esperança de encontrar algum tipo de ajuda. O nosso organizador do evento, Jackson, viu uma casinha ao longe, com uma estradinha aparentemente sendo uma pequena vila. Após sinalizar na estrada com o triângulo, ele nos disse que deveríamos nos separar e procurar ajuda. Um dos membros da equipe, Tiago, em um grito desesperado de pânico, disse que não deveríamos nos separar pois iríamos começar a morrer como nos filmes de terror e que logo iríamos ouvir a motosserra vindo em nossa direção e que então seria nosso fim.


As gargalhadas começaram. Jackson e Fabio foram andando pelo acostamento do asfalto até a casinha para pedir ajuda, enquanto o resto da turma, aguardavam no carro eles voltarem. Tiago sentado no último banco do carro com sua esposa, começou a dizer que eles não voltariam mais e que logo haveria uma mão ensaguentada batendo na janela traseira do carro, escorrendo sangue e manchando o vidro do carro. Quando fôssemos ver o que havia acontecido, haveria um dos colegas que foram pedir ajuda, caído morto atrás do carro. Acho que ele assiste muito filme de terror. E o tempo passava e nem sinal dos nossos colegas. Ouvíasse um silêncio profundo que era quebrado cada vez que passava um carro no asfalto. Alguns sentaram dentro do carro, outros ficavam conversando do lado de fora, e algumas meninas procuravam um "banheiro seguro" para poder aliviar a bexiga.

A conversa fluia solta...
E lá longe no horizonte, vemos a sombra de duas pessoas caminhando. Como já identificamos nossos esposos, eu e a Aline fomos ao encontro dos dois, pois precisávamos urgentemente de um "banheiro". Assim que nos encontramos, eles nos disseram que não havia um alma viva para emprestar um telefone, que bateram de casa em casa e não foram atendidos. Parecia que estava tudo abandonado. Ótimo!!
Após avisá-los da nossa necessidade urgente, retornamos a pequena vila e procuramos por um banheiro sem sucesso, o que nos obrigou a voltar a idade da pedra e relembrar o quanto é ruim para uma mulher não ter um bacio para sentar. Mas nem vou reclamar muito, porque como sou uma pessoa prevenida, pelo menos eu tinha alguns pedaços de papel higiênico na minha necessarie, o que diga-se de passagem, nos foi muito útil.

Aliviadas e novamente animadas, voltamos para nosso carro. O pessoal já estava ficando entediado porque já havia se passado um bom tempo sem termos notícias do motorista e nem a ajuda que tanto esperávamos havia aparecido. Novamente, alguns sentaram dentro do carro, outros foram mexer no motor do carro para tentar de alguma forma fazer um milagre, mas sem muito sucesso. Tiago então teve a idéia de subir em uma pedra gigantesca ao lado da estrada para ver se conseguia sinal de celular. Já em cima da pedra, fazia poses, caras e bocas que nós que estávamos olhando do chão, não parávamos mais de rir. Assim que descobriu que não haveria mais o que fazer, apenas aguardar, ele voltou para o carro e sentou-se indignado no banco traseiro, mordiscando uma maçã.

Tiago numa tentativa falha de achar um sinal..
Descendo indignado!
Uma caminhonete passa pelo nosso carro e pára mais a frente. É um dos empregados do nosso anfitrião, levando algumas pessoas para casa. Desceu do carro e veio ver o que estava acontecendo. Após explicações, tentativas inúteis de arrumar o motor de ambas as partes, ele oferece carona a um dos membros da equipe, pois o carro já estava praticamente lotado. Aline então foi a escolhida para seguir viagem, já que era a única no meio de todos que tinha filhos pequenos. Ela embarcou na caminhonete e nós continuamos nossas conversas paralelas no carro.

Fabio tentando achar um banheiro
Novamente aquele silêncio e de repente ouve-se uma motosserra sendo ligada. Tiago começou gritar e disse que tinha avisado que todos iríamos morrer. Começamos a rir muito e então todos entraram no carro pois estava anoitecendo e começamos a contar piadas. Cada carro que passava parecido com um guincho ou outra van, nós corríamos para a estrada para sinalizar e todos passavam direto, apenas buzinando ou dando sinal de luz. Apesar da longa espera, estávamos rindo e nos divertindo muito dentro do carro. Já estávamos começando a desanimar quando um guincho passou por nós e fez a volta, estacionando na frente do nosso carro. Alegria geral, todos já começando a arrumar as coisas pois o outro carro provavelmente estava chegando para nos socorrer. Doce engano!

Histórias e mais histórias
Ficamos sabendo que o outro carro que viria nos socorrer iria demorar mais algum tempo e como não tínhamos alternativas, tivemos que embarcar no nosso carro quebrado e nós seríamos guinchados até onde o carro novo estaria. O detalhe é que nós iríamos dentro do carro, em cima do guincho. Pânico total! Ninguém queria ficar dentro do carro para subir no caminhão, mas não tinha como subir depois, pois o guincho era bem alto. Escolhemos o Fabio para colocar o carro quebrado em cima do guincho com todos nós dentro, enquanto o Jackson e o motorista do guincho davam as coordenadas. Aquilo sim parecia um filme de terror. Todos com cara de assustado e o Fabio tentando subir no guincho sem fazer movimentos bruscos para não estourar a corda. Ok. Final da história e depois de muito pânico, ele conseguiu colocar o carro no guincho, foram presas as rodas e dali partiríamos rumo a um novo carro. Errado de novo!


Assim que nos arrumamos confortavelmente no carro, estaciona a van que iria nos levar até o centro de Urubici. Todos comemorando que agora estava tudo resolvido, descemos do carro que estava em cima do guincho, nos arrumamos na outra van e partimos até um posto de gasolina no centro de Urubici. Por ali ficamos esperando uma outra van que iria nos trazer até Timbó, sem mais pausas e trocas pelo caminho. Compramos uns lanchinhos e embarcamos no novo carro que nos aguardava do outro lado da rua. O motorista que nos levaria até em casa, deveria achar que era piloto de formula 1, pois não me lembro de andar tão rápido em um carro, desde que eu trabalhava no SAMU. O motorista conseguiu fazer em uma hora a menos o trajeto, de tanto que correu. Mas enfim, chegamos em casa vivos, quase perto da meia noite de domingo.

Apesar de todos os contratempos, a viagem foi maravilhosa e bem divertida. As pessoas não perderam o senso de humor, ninguém ficou chateado e o melhor de tudo, todos se divertiram muito. Esse foi um passeio que vai fica na história.


Até logo!



sábado, 19 de abril de 2014

São Joaquim - 3° parte

Vou começar o post comentando rapidamente do almoço. Foi servido um delicioso feijão com arroz, abóbora, farofa, maionese, diversas saladas, e de carne, picanha, alcatra e ovelha. Não sou fã de carnes, mas admito que estavam deliciosa, só a ovelha não sei pois não provei. Os que comeram, aprovaram. De sobremesa foi servido uma sobremesa feita com maçãs e farofa, com um nome francês esquisito que não entendi direito quando meu marido perguntou o que era aquilo. A bebida...vinho a vontade. Foi oferecido dois rótulos da vinícola e quem não quisesse, poderia continuar nos espumantes. A conversa fluía solta  e as taças de vinho não esvaziavam nunca...quanto mais nós tomávamos, mais eram enchidas.

Nós no caminhão para chegar ás vinícolas...depois tivemos que descer e ir com nosso carro porque não haviam lugares suficientes para todos nas caminhonetes. Mas, já que estávamos ali em cima, resolvemos tirar uma foto para lembrar!

Logo após o almoço e a sobremesa, em meio a uma conversa entre os chefes do Fabio e nosso anfitrião, ela, Aline, chefe do Fabio, aponta o dedo para ele de longe e fala: "- Ele quer andar de quadriciclo!!!" Imediatamente, WW o chama-nos para ir passear de carrinho com ele, se dirigindo ao quadriciclo quase que correndo. Lá se vão o Fabio, os chefes dele e WW em direção ao carrinho. Sentam-se tranquilamente e nosso anfitrião sai acelerando como piloto de fórmula 1. Demoram cerca de dez minutos e de repente aponta o pequeno carrinho no horizonte, aparecendo todos descabelados e com um sorriso de orelha a orelha, comentando o passeio. Assim que todos desceram do carro, já havia um casal esperando para passear também, e quando nosso anfitrião olhou para nós três e disse "Vamos?", ninguém pensou um segundo antes de sentar no carrinho.

Aline, Fabio, Jackson e WW
Eu atrás me bobeando...hehehe!
Eu sentei atrás, a outra moça na frente e o marido dela atrás, junto comigo. Posso dizer que nosso piloto era fantástico, mas meio doidinho. Fez um monte de manobras malucas, saltou duas vezes do heliporto com o carro e nós além de rir muito, gritávamos o mais alto que podíamos. Quando ele percebeu que estávamos aproveitando o passeio, saltou de novo no heliporto, deu uns "cavalos de pau" e foi nos mostrar um pouco da fazendo, o pomar de maçãs enquanto contava um pouquinho da história. O passeio foi delicioso e assim que chegamos a casa, já haviam mais pessoas esperando pela aventura. Foi muito divertido.

Degustando as uvas no pé!
Como todos já estávamos um pouco altos e passavam das três da tarde, resolvemos ir embora, afinal de contas, cinco horas de estrada nos esperava para voltar para nossas casas. Nos despedimos de nossos queridos anfitriões, e todos seguiram para o nosso carro que nos traria de volta. Todos acomodados e contando detalhes do passeio, seguimos rumo a Timbó. Após andar alguns quilômetros, nosso motorista começa a acelerar o carro e ele parece perder a força. Meio que pega no tranco, e vai embora por mais uns quilômetros. De repente o carro para e o motorista sai para olhar o motor. Aparece uma fumaça que deixa todos preocupados. Nosso motorista nos diz que a bomba de água estourou e não tem outra alternativa se não pedir carona para o próximo carro e ir buscar ajuda. O problema era que estávamos no meio do nada, sem poder nos mexer do lugar, sem linha de celular, e o posto mais próximo ficava em Urubici, ou seja, uns quarenta minutos de carro dali.

Começando o retorno que durou pouco tempo...
O motorista parou um carro que vinha e pediu-lhe carona, contando o que havia acontecido. O outro motorista cedeu gentilmente um lugar no carro e levou nosso guia para procurar ajuda. Nós então ficamos no carro que até então não poderia ser mexido do lugar, e todos começaram a dar palpites e pensar em uma solução para arrumar o carro. Já eram quase quatro da tarde, logo iria anoitecer e onde estávamos, parecia mais um daqueles filmes de terror de beira de estrada. Juro que eu pensei que seria um tédio esperar o motorista voltar para nos socorrer, mas devo dizer que a partir daqui foi que o passeio rendeu histórias muito engraçadas para lembrar. Nós mal sabíamos, mas nossa diversão acabava de começar...

E aqui começa uma história de terror...e comédia!

Continua no próximo post..

Até logo!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

São Joaquim - 2° parte

Em meio aqueles milhares de pés de uvas, fomos caminhando e experimentando os diversos tipos de frutinhas que ali estavam para serem degustadas. Nosso guia nos explicava para experimentar uma "baguinha" que fica exposta ao sol e outra que fica na sombra. Falou também sobre as máquinas que fazem a manutenção da parreira, que na real nem precisa de motorista. Fiquei pasma!

Caminhamos um bom tempo debaixo daquele sol que até então estava delicioso, pois o clima estava bem friozinho, propício para passeios ao ar livre. Chegamos a um tipo de tenda, com mesa e bancos onde haviam funcionários da vinícola abrindo espumantes e cortando pedaços de maçãs que degustamos logo após um saudoso brinde. Experimentamos três tipos de espumante que foram servidos com maçãs e bolachas salgadas. Aproveitamos a vista maravilhosa para bater mais fotos e ouvir mais um pouco da história da vinícola. Já passavam das onze horas da manhã quando continuamos nosso passeio de volta ao casarão onde tínhamos chegado, e logo fomos todos convidados para um almoço na casa de nosso simpático anfitrião.

Nosso anfitrião explicando os diferentes tipos de uvas
Eu concentrada na explicação de WW

Caminho de volta ao casarão

Muitas flores coloridas ao longo da estrada...

Todos a postos em seus transportes, começamos o trajeto à casa de WW, que havíamos visto apenas de longe, sobre uma montanha, bem longe da nossa realidade. Antes de todos embarcarem, nosso anfitrião pediu para que não batêssemos fotos da casa, nem utilizássemos o intagram, facebook ou qualquer meio onde expusesse a sua casa. Quando estávamos chegando perto da casa, entendi o porque que ele não queria mostrar sua casa ao mundo. Ali era com certeza um pedacinho do paraíso. Árvores carregadas de maçãs davam um colorido à aquela paisagem que não tinha mais fim. Flores, frutas, muito verde, alguns animais soltos ao ar livre, vários quadriciclos estacionados nas garagens e uma simpática senhora vestida com uma bata vermelha, comprida até quase nos pés com óculos escuro, nos recepcionou amavelmente na porta da casa. Era a esposa de nosso amigo WW.

Entrada da casa...
Assim que chegamos na porta, fomos recepcionados pela anfitriã que abraçava e beijava todos os convidados e assim que passávamos por ela, já haviam outros funcionários da casa com taças de espumante nos oferecendo para beber a vontade. Todos com taças de champagne na mão olhavam deslumbrados a casa e a vista daquele lugar, parecendo até um filme de cinema. Haviam sobre uma bancada, várias garrafas de vinhos caríssimos e importados, que foram degustados provavelmente em alguma ocasião especial, pois os preços de cada garrafa exposta custava sem dúvida uma pequena fortuna. Toda a decoração da casa era impecável e de muito bom gosto, com objetos trazidos de todos os lugares do mundo, expostos aos convidados para serem olhados, tocados e apreciados.



Tanto os funcionários da casa quanto da vinícola que agora se misturavam, eram super atenciosos. Estavam sempre com uma garrafa na mão, esperando alguém esvaziar a taça para enchê-las novamente.
Uma senhora muito simpática apareceu com uma bandeja com várias xicarazinhas cheias de caldinho de feijão e o cheiro daquele caldinho encheu os olhos e a boca de água. Pegamos uma xícara cada um e degustamos junto com o espumante que era servido a vontade. Assim como o espumante, o caldinho também era servido a vontade, mas não queríamos estragar nosso apetite pois o almoço que nós víamos sobre o fogão a lenha e na churrasqueira (transparente) eram de tirar o fôlego.

Continua no próximo post...

Até logo!

quarta-feira, 26 de março de 2014

São Joaquim - 1° parte

Finalmente, depois de muito tempo tentando ir conhecer São Joaquim, fomos convidados pela loja onde meu marido trabalha (uma loja de vinhos) para conhecer uma vinícola da qual a loja é distribuidora exclusiva dos vinhos e espumantes. A loja se encarregou de arrumar e pagar o transporte que nos levaria até lá, nos restando apenas aceitar o convite e aproveitar, sacrifício grande esse não acham?

Combinamos que nos encontraríamos na frente da loja, no domingo, as 5 horas da manhã,  pois a viagem seria longa até a vinícola, num total de quase cinco horas de estrada. Nós e mais seis pessoas fomos convidados, completando num total de nove pessoas com os chefes do meu marido e o motorista. 

O relógio despertou as quatro da manhã de domingo e pulamos da cama animados com a aventura. Tomamos café, banho, e nos organizamos para partir. Levamos alguns casacos mais pesados pois a previsão seria de geada para o domingo. Chegamos na loja e o carro que nos levaria já estava estacionado esperando. Todos chegaram animados, apesar do sono que ainda pairava no ar. Escolhemos nossos assentos e a viagem começou. O motorista apagou todas as luzes e o mais absoluto silêncio fez com que alguns cochilassem boa parte do caminho. Coloquei meus fones de ouvido, liguei um som e relaxei, quase que dormindo instantaneamente. A viagem seguiu tranquila.

Aqui já estávamos chegando em São Joaquim...
O sol já estava forte quando paramos para tomar café em Bom Retiro, bem pertinho de Urubici. Não queríamos chegar na vinícola de estômago vazio e ter que tomar apenas uns golinhos de vinho. Depois de um reforçado café da manhã com waffles e mel, seguimos viagem. Chegamos no local indicado e ficamos aguardando uma pessoa que trabalhava na vinícola e viria nos buscar para mostrar o caminho. Logo estaciona outro carro acompanhado de um micro ônibus procurando o mesmo local que nós. Eram de Jaraguá do Sul e iriam fazer a mesma visita que nós. Nosso guia logo deu o ar da graça e fomos seguindo ele estrada de chão adentro.

Do asfalto onde estávamos até dentro da vinícola foram muitos quilômetros de estrada de chão, pedras, riozinhos, fazendas, gados e um céu azul que insistia em nos acompanhar. Bem diferente aqui no vale, estávamos a uma altitude de 1300 metros, fazendo com que víssemos somente fazendas e o céu...nada de montanhas. Uma visão maravilhosa. Andamos, andamos e andamos muito, até que avistamos uma casa ao fundo da fazenda e todos já animados para chegar logo, começamos a nos preparar com câmeras e casacos, afinal estava bem friozinho quando chegamos lá. 

Descemos todos do carro e haviam vários funcionários da vinícola com carros grandes tentando acomodar as pessoas pois dali onde estávamos, ainda teríamos muito chão pela frente. Escolhemos ir no caminhãozinho que aparece  abaixo na foto e todos subiram correndo para não perder o lugar. Quando estávamos todos prontos para partir, outro funcionário chegou e falou que não haveria carro suficiente para levar todos numa viagem só, mas que o carro que nos trouxe de Timbó, seria o único que conseguiria subir a estrada até nosso destino. Então, um pouco entristecidos descemos do caminhãozinho e voltamos para nosso veículo. As pessoa foram transportados em caminhonetes grandes, quadriciclos e no caminhão abaixo. 

Nosso carro estacionou as dez horas da manhã em uma área gigantesca, onde tinham lhamas soltas ao ar livre, vários tipos de pássaros cantando, um cachorro muito simpático que logo saiu de fininho e muitas pessoas animadas esperando o início da aventura. No local havia água e medicamentos disponíveis para enjôo ou qualquer outro mal que pudesse estragar nosso passeio. No meio da nossa admiração pelo lugar tão lindo em que nos encontrávamos, apareceu no meio da multidão, o responsável por tudo aquilo, dirigindo um quadriciclo, parecendo quase um piloto profissional. Não escreverei seu nome aqui, apenas o chamarei de WW.

Nossa segunda parada depois da longa viagem morro a cima.
WW chegou animado, como um rock star. Sorridente, desceu do carrinho cumprimentando a todos energeticamente com um aperto de mão,  e desejando boas vindas a todos. As pessoas pararam para admirá-lo, cumprimentá-lo e escutá-lo, afinal, assim que deu boas vindas à todos, começou a nos contar como começou a vinícola. Apesar da idade e dos dedos marcados pela artrite, deu um show de simpatia e boa memória, fazendo com que até as crianças ali presentes parassem para escutá-lo. Muito animado, nos convidou para andar entre as parreiras de uva e conhecer o local. E assim, abriram-se os portões e todos o seguiram, ouvindo atentamente a explicação e tentando acompanhá-lo, pois o homem tinha uma energia invejável.

Continuarei nossa aventura no próximos post.

Até logo!


domingo, 2 de março de 2014

Tentando Fazer Uma Horta

Sei que existem muitas coisas mais complicadas no mundo do que fazer uma hortinha caseira. É bem simples: limpe o terreno, coloque adubo e plante. Vendo por esse lado as coisas parecem bem simples mesmo, mas quando você vai colocar a mão na massa, acontecem várias detalhes que até então as pessoas não comentam, porque para elas é normal. Exemplo: fui pesquisar na internet como plantar uma horta caseira. Lá está escrito que para cada verdura, existe um jeito diferente de plantar. Tem também a questão do Ph da terra, algumas plantas podemos regar bastante, outras tem que regar pouco, outras plantinhas precisam de muito sol, outras tem que ser plantadas na sombra e tem ainda aquelas que precisam de um pouco de sol e um pouco de sombra durante o dia. Tem até algumas que não se dão com as outras e não podem ser plantadas perto, acredita nisso?

Sonho de consumo 
Então você pergunta para as pessoas que tem aquelas hortas maravilhosas como fazemos para ter uma igual e eles te respondem aquilo que escrevi lá em cima: limpe o terreno, adube e plante. Simples assim. Fora todas as frescuras que comentei aí em cima, outra coisa que não me falaram, foi dos bichos peçonhentos que habitam as hortas...minhocas, ratinhos, baratinha, rãzinhas, sapos ...  e aranhas. 

Ontem fui tentar plantar umas sementes de tomate carolina em um vasinho, para mais tarde replantá-lo. Remexendo na terra para coletar um pouco numa pazinha, eis que do meio da terra ou escondida em algum canto sombrio, aparece uma aranha gigante e tenta me confrontar. Devo dizer que de início na tive tanto medo, até eu tentar pisar nela pela primeira vez, levantar o pé e constatar que ela não estava em baixo do meu chinelo.

Pânico total! Comecei a pisotear por tudo que é lado, e nada da bichinha aparecer. Quando levantei a barra da minha calça, lá estava ela em posição de ataque e rindo da minha cara. Dentro da minha calça!! Bati nela com a mão numa tentativa desesperada de afastá-la o mais rápido possível, e ela, mais rápida que um raio, ficou grudada nos meus dedos. Sem pensar duas vezes, peguei a pazinha de ferro e bati em cima dela com toda força. Não preciso dizer que quase me quebrei os dedos da mão. Ela caiu no chão e eu caí em cima dela com a pazinha, dando golpes mortais, como se tivesse esfaqueando alguém. Depois de várias golpeadas, ela se rendeu e passou dessa para uma melhor. Sinceramente, espero que nenhum vizinho tenha visto essa cena.

Foi com uma igualzinha que tive que brigar por território.
Ninguém me avisou que eu precisaria duelar com os habitantes da horta e sim, limpe a terra, adube e plante. Ok, não vou desistir tão fácil. Nem quero pensar que tenho um monte de ervas daninhas para limpar ainda na minha horta, e que vários moradores ainda terão que ser confrontados, mas eu preciso plantar minhas sementes de alface. Eu só quero plantar a alface, eles não precisam se mudar, podem muito bem conviver com minhas verduras, não é?

Assim que eu conseguir limpar a horta, adubar e plantar, farei outro post contando como sobrevivi ao tentar fazer uma horta. No mais, me desejem boa sorte. Aqui vou eu...

Até breve!